BAGUNÇA

CAROL BIAZIN


Mal cheguei na festa, um olhar trocado
Lembrei que você tava no rolê passado
Apesar de discreta, você ri muito alto
Reparei nesse espaço vago aí do teu lado

Tem alguém sentado? Me disse que não
Puxou logo um papo, como tá o coração?
Não sou de me abrir assim no primeiro encontro
Calma, eu tô brincando, isso nem é um encontro

Mas pra ser sincera, eu sou meio chata
Não saio, não fumo, quase não bebo nada
Você aí no gin, no vinho, eu aqui só na água
Deixa eu ser a sensação daquele fim de garrafa

Baby eu já sei de tudo (tudo), você combina comigo (–migo)
A gente destoa do mundo (mundo)
Vivendo caros e raros valores, surpresa encontrar alguém que dá sentido
No meio da bagunça, até amor tem
No meio da bagunça

Quando me deu tchau, já era quase bom dia
Te contei de tudo, até o que nem devia
O fio do seu cabelo ficou na minha camisa
Fácil de imaginar sua boca perto da minha

Quero te ligar, ouvir tua voz
Será cedo demais pra ser tudo sobre nós?
Me fala quais são seus termos pra ficarmos a sós
Me fala que o que tivemos, tudo que tivemos
Merece um depois, uh, ah
(Hum, hum)

Baby eu já sei de tudo (tudo), você combina comigo (–migo)
A gente destoa do mundo (mundo)
Vivendo caros e raros valores, surpresa encontrar alguém que dá sentido
No meio da bagunça, até amor tem
No meio da bagunça

Baby eu já sei de tudo (tudo), você combina comigo (–migo)
A gente destoa do mundo (mundo)
Vivendo caros e raros valores, surpresa encontrar alguém que dá sentido
No meio da bagunça, até amor tem
No meio da bagunça, até amor tem

O AMOR HABITA NOS MAIS INCONCEBÍVEIS LUGARES

Como “Códigos”, a música também nos conta uma história. Ambientado em uma festa, a interlocutora já encontra seu olhar com o de outra pessoa, até a reconhecendo de outros lugar. Criando coragem, a personagem vai xavecar a outra, puxando assunto se o lugar que ela estava sentada estaria ocupado. Lá pelas tantas, elas começam a falar sobre coisas do coração, fazendo a cantora até brincar que não era de se abrir desse jeito no primeiro encontro. Desabafando como se sente chata por não fazer coisas “normais” que nem a maioria, como beber, fumar ou até sair. Com ela na água e a outra no gin, a Carol começa a dizer que já sabe do futuro, que elas combinam pois são diferentes do resto do mundo, vendo amor habita nos mais inconcebíveis lugares. Continuando a narrativa, depois de uma noite inteira de conversas, a personagem se arrepende de ter falado até demais sobre sua vida, pois já estava imaginando a mulher no meio dela. Se questionando se estava muito cedo para amar assim, mas querendo que aquilo entre elas se repita novamente.