DILEMAS DA VIDA MODERNA

CAROL BIAZIN


Dilemas da vida moderna
Como concilia família, amor e trabalho
Trabalho pra comprar mais tempo
Por isso eu trabalho, trabalho, trabalho, trabalho
Não dá pra ter tudo na vida, mas o coração não entende
Não dá pra ter tudo na vida, mas o coração não entende, cara–

Eu quero desafiar as leis da minha saudade
Nunca falta tempo pra prioridade
Me-meu sensor de urgência é você comigo
Vem viver um pico de felicidade

No vermelho, o carro a duzentos por hora, só pra combinar com a cor do batom
Vamo fugir da cidade, às vezes calmaria é bom
Ponto de paz e tesão longe das luzes neon
Vamo fugir da cidade, às vezes calmaria é bom

Moça bonita, você é o refúgio dessa minha vida corrida
Ai, quem me dera só você na minha rotina
Ai, quem me dera só você na minha retina
O tempo todo

Moça bonita, você é o refúgio dessa minha vida corrida
Ai, quem me dera só você na minha rotina
Ai, quem me dera só você na minha retina
O tempo todo

Descer pra praia, pular na onda
Um beijo lento numa tarde longa
O Sol vermelho pra queimar na sombra
Vamo fugir pra onde ninguém nos encontra

Descer pra praia (praia), pular na onda (onda)
Um beijo lento numa tarde longa
O Sol vermelho pra queimar na sombra
Vamo fugir pra onde ninguém nos encontra

Moça bonita, você é o refúgio dessa minha vida corrida
Ai, quem me dera só você na minha rotina
Ai, quem me dera só você na minha retina
O tempo todo

Moça bonita, você é o refúgio dessa minha vida corrida
Ai, quem me dera só você na minha rotina
Ai, quem me dera só você na minha retina
O tempo todo

Moça bonita, você é o refúgio dessa minha vida corrida
Ai, quem me dera só você na minha rotina
Ai, quem me dera só você na minha retina
O tempo, tempo todo

(Eu não quero voltar pra São Paulo)
(Não, nem a pau)
(Nem fudendo)

DILEMAS E DILEMAS

“Dilemas da vida moderna” é uma crítica forte ao mundo em que vivemos, onde tudo é frenético, rápido e exaustivo. Estamos sempre “enfrentando um leão diferente” e, no meio dessa correria, não sobra tempo para o que realmente importa.

O videoclipe reforça essa crítica de forma satírica ao explorar o paradoxo entre viver e apenas existir dentro da rotina da vida adulta. Para isso, utiliza um "dummy" como símbolo da ausência, da alienação e do modo automático em que muitas pessoas passam a viver no cotidiano. O dummy também representa uma ausência afetiva: alguém que, no fim, possui seus próprios compromissos e não consegue estar presente.

A estética do clipe mistura cenas gravadas em set com imagens captadas por celulares, webcams e até inteligência artificial processada de forma analógica. Essa escolha visual dialoga diretamente com a proposta da música, usando a IA para ilustrar elementos psicodélicos e mergulhar na estética da hiperconectividade e dos ruídos do presente.

Enquanto a maioria das pessoas vive no automático para conseguir sobreviver à rotina, a personagem da canção faz o oposto. Ela percebe que o sinal de que precisa de uma pausa é justamente estar perto de quem ama.

A faixa conta a história de alguém exausto pelos dilemas da vida, seja o trabalho, amor, família, que busca refúgio da correria ao lado da pessoa amada, em uma praia.

Assim, a música fala sobre se perder no cotidiano, mas também sobre a possibilidade de se reconhecer dentro dele.

Carol Biazin no Grammy Latino