Amor Traumatizado

Carol Biazin


Tem gente que já nasce com o coração blindado
Pena que não é o meu caso
Pena que não é o meu
Pena que não é o meu caso
Pena que não é o meu

Já sofri e fiz sofrer
Nem sei por que escolho se amar sempre vira doer
Me prove o contrário, que dessa vez é pra valer
Meu coração cansado só quer descansar em você

Cuida do que nunca foi cuidado
Pareço ser forte, mas sou frágil
Aceita meu amor traumatizado?
Não quero passear no meu passado (hum)

Lá vou eu de novo
Apostando tudo
Não decepcione
Já não tenho muito
Pra perder de novo
Sei que não é justo
Te amar com medo, meu porto inseguro

Lá vou eu de novo
Apostando tudo
Não decepcione
Já não tenho muito
Pra perder de novo
Sei que não é justo
Te amar com medo, meu porto inseguro

Você é do tipo que insiste ou substitui amores?
Foda essa geração descartável, descontrole
Vejo no repeat tanta inversão de valores
Será que ainda existe amar em meio a desamores?

Não me esconde nada
Quero ver sua terceira camada
Sua versão mais louca piorada
Não me esconde nada

Cuida do que nunca foi cuidado
Pareço ser forte, mas sou frágil
Aceita o meu amor traumatizado?
Não quero passear no meu passado (hum)

Lá vou eu de novo
Apostando tudo
Não decepcione
Já não tenho muito
Pra perder de novo
Sei que não é justo
Te amar com medo, meu porto inseguro

Lá vou eu de novo
Apostando tudo
Não decepcione
Já não tenho muito
Pra perder de novo
Sei que não é justo
Te amar com medo, meu porto inseguro (hum)

(Lá vou eu de novo)
(Apostando tudo)
(Não decepcione)
(Já não tenho muito)
(Pra perder de novo)
(Sei que não é justo)
(Te amar com medo, meu porto inseguro)

aceita meu amor traumatizado? :(

na canção, carol biazin já começa falando sobre como, em meio a tantas pessoas protegidas do amor, ela é exceção. ligação direta à faixa anterior, corações de pedra. na música, ela comenta sobre como ninguém é bom nem mau, que, em algum momento da vida, mesmo que seja sem querer, fazemos o mal a alguém, ao mesmo tempo que também sofremos muito de amor. isso vira um loop eterno, onde todas as pessoas se blindam de amar, com medo de sofrer por isso.

no ponto de vista de alguém já machucado por amores passados, a interlocutora se questiona o porquê de ainda amar se sempre se frustra por isso. suplicando a outro alguém que, dessa vez, dê certo, pois ela já está tão machucada que só quer alguém para poder chamar de casa e porto seguro, perguntando se a pessoa a aceita com todas as suas rachaduras.

ela questiona se esse alguém é do tipo de pessoa que insiste na relação ou facilmente parte para a próxima, afirmando ser o mal da geração: as pessoas descartando umas as outras como se fossem lixo.