1697

Carol Biazin


Meu coração já decorou o nome e o CEP
Boa noite, eu vou no 1697
Me deixa entrar que ontem bateu mó bad
Jurei que não voltava, mas saudade persegue

Ontem foi estranho
Disse que é melhor parar
Nessa história, ninguém ganhou
Não tem pra que relutar
Se esquecer, eu posso te relembrar
Não tem como dar errado
Quem nasceu pra se encaixar?

Quarenta e cinco metros quadrados
De zero a cinco, quanto ainda me resta?
Saber que eu minto se eu falo que eu já nem sinto nada
Eu quero tudo em dobro do que você quer

Meu coração já decorou o nome e o CEP
Boa noite, eu vou no 1697
Me deixa entrar que ontem bateu mó bad
Jurei que não voltava, mas saudade persegue

De tanto vai levando, levei minhas coisas da casa
Esvaziei gavetas pra me encher de saudade
Falei: Segue o plano, mas nem sei bater asa
Voando em pensamentos, lembrei de um quarto e sala

De quarenta e cinco metros quadrados
De zero a cinco, quanto ainda me resta?
Saber que eu minto se eu falo que eu já nem sinto nada
Eu quero tudo em dobro do que você quer

Meu coração já decorou o nome e o CEP
Boa noite, eu vou no 1697
Me deixa entrar que ontem bateu mó bad
Jurei que não voltava, mas saudade persegue

Meu coração já decorou o nome e o CEP
Boa noite, eu vou no 1697
Me deixa entrar que ontem bateu mó bad
Jurei que não voltava, mas saudade persegue

a noite é boa pra quem mora no 1697

nessa música, carol começa falando sobre onde o fim começou. de repente as coisas já não eram as mesmas, era melhor parar. não tinha pra onde correr, não adiantava nem relutar. o 1697 é uma metáfora a um espaço real, que, de pouco em pouco, foi se esvaziando e só restou a saudade. o tempo estava contado, não adiantava deixar a saudade falar mais alto, que, apesar de jurar não voltar e dizer que não sente mais nada, ela sempre tem uma recaída.