assumo os riscos

carol biazin


Somos feitos de vidro pra quebrar
E mesmo depois a gente se junta, se cola, se entrega (Se cola, se entrega)
É que o corpo insiste em mergulhar
Melhor que um é ser dois na hora que a boca confessa
Quando foi ver, já foi, ah-ah-ah-ah

Não nego que sou frágil
É que eu gosto de me sentir fraca na sua mão
Será óbvio e mensurável
O vício em que a certeza não é ponto de interrogação
Sou do tipo eu faço tudo, tudo
Eu juro, juro, juro, eu não te largo não
Deixo claro, constatado, assumo os riscos do meu coração

Se hoje fosse o último dia
Pra onde voltaria?
Quem seria a sua única parada?
E se ir naquela esquina, a rua é sem saída
Temos o direito de voltar pra casa
Te-temos o direito de voltar pra casa
Eu tenho o direito de voltar pra casa

Não nego que sou frágil
É que eu gosto de me sentir fraca na sua mão
Será óbvio e mensurável
O vício em que a certeza não é ponto de interrogação
Sou do tipo eu faço tudo, tudo
Eu juro, juro, juro, eu não te largo não
Deixo claro, constatado, assumo os riscos do meu coração

Somos feitos de vidro pra quebrar
E mesmo depois a gente se junta, se cola, se entrega

Será preciso renascer?

A música já começa nos dizendo somos quebráveis, mas mesmo depois de alguns amores traumatizados, a gente se levanta e tenta de novo, é do ser humano isso de mergulhar de cabeça e insistir novamente quantas vezes forem preciso. Apesar desse medo, quando achamos alguém para chamar de casa depois da correria do mundo lá fora, a gente fica vulnerável e quer ficar junto sempre. Esse é o risco de ter um coração.