nem vale a pena

carol biazin


No seu olho, eu vejo o mundo, eu amo quando ele viaja
Começa nas pernas, termina na sala
Procuro o caminho até o fecho da minha calça
Você nunca entrou na curva errada

Noite vira dia, dia vira frenesi
A gente só precisa um pouco de sorte
De quebra, o resto a gente resolve
Uma taça de vinho e um vinho do forte pra brindar
Com tempo de sobra pra correr
Com tempo de sobra pra parar
O tempo que sobra pra eu me ocupar com você

O céu tem o pôr do Sol e eu tenho você
Nem vale a pena viver
Se não for pra ficar do seu lado
Eu me agarrei, fez o nó, tenho medo de perder
Nem vale a pena viver
Se não for pra morrer do seu lado

Entre estradas e hotéis, é a minha parada favorita
Gosto tanto de chegar e Odeio Muito a Despedida
E eu sempre volto pra sua vida
Eu sempre volto

Com tempo de sobra pra brindar
Com tempo de sobra pra correr
Com tempo de sobra pra parar
O tempo que sobra pra eu me ocupar de você

O céu tem o pôr do Sol e eu tenho você
Nem vale a pena viver
Se não for pra ficar do seu lado
Eu me agarrei, fez o nó, tenho medo de perder
Nem vale a pena viver
Se não for pra morrer do seu lado

O céu tem o pôr do Sol e eu tenho você
Nem vale a pena viver
Se não for pra morrer do seu lado

Se não for por você

"nem vale a pena" mergulha direto naquilo que é visceral: o medo de perder, a dor da despedida entre uma viagem e outra, e a certeza absoluta de que o porto seguro da vida é o outro. A dinâmica do tempo que vira frenesi e o "vinho do forte" dão o tom de um romance que consome, mas que ao mesmo tempo traz paz. O refrão é o ponto alto dessa entrega total, jogando na mesa um sentimento quase desesperador de dependência emocional, onde viver só tem graça se for do lado de quem virou casa.